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ARTIGO: "Tecnologia: SketchBook Pro 2009"


Por Gilson Esteves

MacBook Pro, não…, SketchUP Pro, também não…, Sketchbook Pro, é isso! É tanto book e sketch que acabo me confundindo. A primeira vez que me deparei com esse produto foi em abril deste ano, quando a Autodesk lançou a versão denominada 2009. Originalmente o programa foi criado pela Alias Systems Corporation, os criadores do Maya, comprada pela Autodesk em 2005. A Autodesk, na época, não deu continuidade ao produto que estava na sua versão 2.0. Uma versão 3.0 beta foi apresentada no MacWorld de 2008 e, logo depois, foi lançada a atual versão, chamada de Sketchbook Pro 2009.

O Sketchbook, é chamado de “natural media drawing program”, ou seja, um programa de desenho que procurar imitar os materiais tradicionais de desenho como o lápis, marcador, pincel, etc. Por isso, foi desenvolvido para ser usado com Tablet PCs e mesas digitalizadoras sensíveis à pressão, como as Wacom e outras similares.

A primeira coisa que fiquei pensando é que a maioria dos artistas e designers envolvidos na criação de imagens no computador, utiliza o Photoshop da Adobe. Ou se for mais na linha da mídia natural, o Paint da Corel. Por que alguém iria querer utilizar o Sketchbook? Sempre tem os que utilizavam a mídia natural e estão entrando agora no mundo digital, e os que já eram usuários das versões lançadas pela Alias, mas eu queria achar algo que fosse realmente inovador e melhor do que existe atualmente, e que me fizesse adotar o programa.

Eu sou usuário antigo, quando a maioria dos programas tinha menus muito limitados e muita coisa tinha que ser digitada na linha de comandos, bem ao contrário do que existe hoje, que é um total exagero. Tomando como exemplo o AutoCAD que nas primeiras versões dispunha somente do menu “side screen” que era uma barra na lateral da tela, e chegou no que existe hoje na versão 2009, podemos notar que nesse percurso sempre existiu uma grande sobreposição de comandos apresentados em inúmeros menus: pulldown, popup, de mesa, e por ai vai. É lógico que o aumento dos recursos e, consequentemente, de comandos é o responsável por esse grande labirinto que existe nos programas atuais. Haja tela para abrir todos os menus, e memória para descobrir onde está aquele comando que você recém usou.

Então está aí a primeira grande novidade do Sketchbook Pro: ele é um programa “limpo”, com uma interface totalmente inovadora e extremamente simples. Com poucos menus, os recursos disponíveis são só aqueles que realmente importam para quem vai fazer um desenho à mão livre. Mas o que é realmente único no Sketechbook Pro é a simulação quase perfeita dos materiais tradicionais. Se é para ser um programa de mídia natural, quando você escolhe um lápis HB, terá que sentir a caneta da mesa digitalizadora como tal, e o que você vai ver na tela é o mesmo traço que você teria no papel. Quanto a isso, o Sketchbook Pro é ótimo. Outros recursos que merecem ser destacados: o Sketchbook abre e salva arquivos PSD do Photoshop, mantendo as layers originais e, inclusive, o grau de transparência atribuído a cada layer.

O que falta?

É muito importante, antes de começar a trabalhar com este programa, além de saber o que ele faz, saber o que ele não faz. Esqueça os recursos para criação de máscaras para isolar determinadas partes do desenho. Esqueça também a criação de qualquer curva ou primitiva vetorial com ajuste de curvas bezier.

O Sketchbook Pro é um programa para desenho à mão livre. Você vai poder contar só com a sua mão sem réguas, grids ou snap points. Para quem está acostumado ao uso de materiais de desenho tradicionais é uma ótima porta de entrada ao mundo digital. Para quem já está acostumado com outros programas mas gosta de rabiscar, vale a pena dar uma olhada, mas não gaste muito tempo procurando por alguma ferramenta num menu escondido, ela não existe mesmo.

Mas, dentro dos recursos de midia e interface natural, faltou um recurso para usuários da mesa Wacom: sentir a rotação da caneta Art Pen.


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